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29/07/2011 15:01

Francisco Tenório vai a julgamento pela morte de cabo Gonçalves

O ex-deputado vai a julgamento pelo assassinato de José Gonçalves da Silva Filho

Editor
www.alagoasdiario.com

O ex-deputado federal Francisco Tenório vai a julgamento pelo assassinato do cabo José Gonçalves da Silva Filho, o conhecido cabo Gonçalves. O crime ocorreu em maio de 1996 em um posto de combustível no Tabuleiro do Martins. O ex-parlamentar foi preso em fevereiro deste ano por determinação da 7ª e 17ª Varas Criminal da Capital.A pronúncia dos magistrados foi publicada hoje, dia 29, pelos juízes. José Francisco Cerqueira Tenório é considerado um dos mandantes do crime apontado pelo ex-tenente-coronel PM Manoel Cavalcante, réu confesso do assassinato, em depoimento. Segundo Cavalcante, Francisco Tenório, Antônio Albuquerque e João Beltrão teriam encomendado o crime.Tenório está preso na Casa de Custódia da Polícia Civil desde o dia 3 de fevereiro e teve o pedido de habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça em março desde ano e em maio pelo Superior Tribunal de Justiça.Além da morte do cabo Gonçalves, Francisco Tenório é investigado ainda pelos assassinatos de Cícero Belém e Alfredo Tenório Raposo.

Francisco Tenório vai a julgamento pela morte e, segundo despachos dos juízes, deve permanecer preso. "O acusado José Francisco Cerqueira Tenório, é citado em diversos depoimentos, inclusive, de pessoas diretamente ligadas a criminalidade em Alagoas, como um dos responsáveis por crimes de espécies variadas, o que justifica a permanência da segregação para que se acautele todo o meio social onde os fatos a ele imputados estavam a ocorrer. 159. O homem público, que já foi detentor de mais de um mandato eletivo, jamais poderia ter tido o seu nome ligado a criminalidade, principalmente, crimes possivelmente de mando e com requintes de organização criminosa, devendo, com isso, hoje, aguardar o seu julgamento perante o Tribunal do Júri da Capital, preso, mantendo em traquilidade a sociedade alagoana que o mantém como delegado de polícia judiciária estadual na ativa e, devido ao seu poder de fogo e de influência, poderá fazer o que desejar", diz o despacho.

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